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Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2025

Sustentabilidade

Projeto imobiliário na Zona Sul derruba árvores e desafia Plano Diretor

Moradores denunciam empreendimento que pode devastar última área verde da região

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Projeto imobiliário na Zona Sul derruba árvores e desafia Plano Diretor
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A população da Zona Sul de Porto Alegre está em pé de guerra contra um projeto que coloca em risco o meio ambiente e desafia as regras do Plano Diretor da cidade. Os moradores dos bairros Ipanema, Jardim Isabel, Pedra Redonda, Vila Conceição e Sétimo Céu denunciaram ao Ministério Público Estadual (MPE) uma construção faraônica que pode destruir um dos últimos pulmões verdes da região. O empreendimento, que será erguido na Avenida Coronel Marcos, número 1.719, no terreno da antiga sede campestre da Fundação Ruben Berta, está cercado de polêmicas e suspeitas de irregularidades.

Aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) em fevereiro de 2021 sob a duvidosa justificativa de "preservação da natureza", o projeto passou por uma flexibilização suspeita do regime urbanístico. Com isso, a altura permitida foi dobrada de nove metros para 18 metros, com mais um pavimento de "subsolo" que aflora do solo, resultando em edifícios de sete andares. A intervenção urbanística é considerada uma afronta à paisagem e à qualidade de vida dos moradores.

Além do impacto visual, o projeto prevê a destruição de 55,2% das árvores da área, o que representa o corte brutal de 889 árvores, restando apenas 689 e com a promessa de transplantar somente duas. A medida é vista pela comunidade como um crime ambiental disfarçado de progresso.

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Os impactos ambientais da intervenção vão muito além da perda da vegetação. O desmatamento da região pode afetar diretamente o microclima local, contribuindo para o aumento das temperaturas, redução da umidade e alterações na fauna e flora. Estudos apontam que a retirada de áreas verdes urbanas agrava os efeitos das ilhas de calor, tornando os bairros mais quentes e menos habitáveis. A supressão das árvores também reduz a absorção de poluentes atmosféricos e prejudica o ciclo da água, aumentando os riscos de enchentes e erosão do solo.

Os moradores estão indignados e exigem respostas e providências imediatas. "Não podemos permitir que a ganância destrua nossa qualidade de vida e acabe com a última área verde da região!", desabafa um dos líderes da comunidade. O desmatamento é uma afronta aos direitos da população de viver em um ambiente saudável.

A pressão sobre as autoridades cresce, e a luta contra esse projeto devastador está apenas começando. A comunidade está mobilizada para impedir que a destruição do meio ambiente seja irreversível. ATÉ QUANDO VAMOS PERMITIR QUE DESTRUAM NOSSO FUTURO? O momento de agir é agora!

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