Sarampo volta a ameaçar o RS: 35 municípios em alerta e plano emergencial de vacinação é lançado
Com baixa cobertura vacinal e intensa mobilidade populacional, o Rio Grande do Sul amplia ações para conter avanço do vírus, que já teve caso importado confirmado em 2025.
Por Marcos Medeiros – POA NEWS
O Rio Grande do Sul está em alerta para o possível retorno do sarampo, uma doença altamente contagiosa que representa risco elevado à saúde pública. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 35 municípios gaúchos foram classificados como prioritários para ações emergenciais de prevenção, devido à combinação de baixa cobertura vacinal, alto fluxo de turistas e intensa mobilidade populacional.
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) já colocou em prática um plano emergencial de vacinação com foco em pessoas de 6 meses a 59 anos, buscando frear o avanço do vírus e evitar novos surtos.
As ações do plano incluem:
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Vacinação ampliada para a faixa etária determinada;
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Bloqueio vacinal em até 72 horas após a identificação de casos suspeitos;
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Busca ativa de não vacinados em locais estratégicos, como escolas, rodoviárias, estações de transporte coletivo e pontos turísticos.
O caso mais recente no estado foi registrado em abril de 2025, em Porto Alegre, envolvendo um paciente com histórico de viagem internacional. A situação foi classificada como caso importado, mas acendeu o alerta nas autoridades de saúde.
Municípios em alerta:
Porto Alegre, Barra do Quaraí, Itaqui, Quaraí, Santana do Livramento, Uruguaiana, Garruchos, Pirapó, Porto Xavier, Roque Gonzales, São Borja, São Nicolau, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Derrubadas, Tiradentes do Sul, Chuí, Jaguarão, Aceguá, Canela, Caxias do Sul, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café, São José dos Ausentes, Vacaria, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Garibaldi, Guaporé, Nova Prata, Veranópolis e Farroupilha.
Especialistas reforçam que o sarampo, embora erradicado em anos anteriores, pode retornar com força em cenários de baixa imunização coletiva. A doença pode causar complicações graves, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
"O retrocesso é real e pode ser evitado com uma simples atitude: vacinar-se", destaca nota da SES.
A população é orientada a verificar sua situação vacinal nas unidades de saúde, levando caderneta de vacinação ou documento de identidade. As doses estão disponíveis de forma gratuita pelo SUS.
