Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o secretário municipal de Segurança de Porto Alegre, Alexandre Aragon, decidiu permanecer em Israel mesmo após a saída da comitiva brasileira de gestores públicos. O grupo, que participava de visitas técnicas no país, deixou o território israelense com destino à Jordânia após os recentes ataques iranianos. Aragon, no entanto, optou por seguir com sua agenda oficial no evento Muni Tour 2025, voltado ao intercâmbio de tecnologias de segurança pública.
Em contato com a reportagem do Correio do Povo nesta segunda-feira (16), Aragon informou que está em local seguro, com apoio logístico da organização do evento e em comunicação constante com sua equipe no Brasil. Segundo ele, a permanência é estratégica e visa ampliar o conhecimento sobre soluções tecnológicas que possam ser implementadas na capital gaúcha.
“Estou seguro e focado em concluir as atividades previstas, que incluem reuniões com especialistas e visitas a centros de inovação em segurança pública”, destacou o secretário.
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Enquanto prefeitos e secretários de outras regiões do país foram retirados por via terrestre, em uma operação coordenada pelo Itamaraty até a Jordânia, Aragon manteve-se em Israel. A decisão foi comunicada às autoridades brasileiras, que seguem monitorando a situação e oferecendo suporte.
A comitiva brasileira enfrentou dificuldades para deixar Israel, já que o espaço aéreo foi fechado após os bombardeios. Sem voos comerciais disponíveis, o grupo foi conduzido por terra até a fronteira com a Jordânia, de onde deve retornar ao Brasil.
A permanência do secretário Aragon em meio a um cenário de conflito chama a atenção e divide opiniões. Para aliados, trata-se de um gesto de coragem e comprometimento com a missão institucional. Críticos, no entanto, questionam os riscos envolvidos.
O governo brasileiro reafirma que acompanha de perto a situação e mantém o canal diplomático aberto para garantir a integridade de todos os cidadãos brasileiros em áreas de risco.
