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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
Geral

Servidores Municipais de Porto Alegre Paralisam o Centro em Protesto por Reajuste Salarial

Greve iniciada em 1º de abril cobra reposição de 33,40% e fim das terceirizações; prefeitura mantém diálogo, mas sem propostas concretas

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Servidores Municipais de Porto Alegre Paralisam o Centro em Protesto por Reajuste Salarial
Protesto em frente ao Centro Administrativo Municipal, no cruzamento das ruas General João Manoel e Siqueira Campos. Guilherme Milman / Agência RBS
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Na terça-feira, 1º de abril de 2025, servidores municipais de Porto Alegre realizaram uma manifestação que bloqueou vias do Centro da cidade, incluindo a Avenida Mauá e a Rua General João Manoel com Siqueira Campos, nas proximidades do Centro Administrativo Municipal. O protesto, iniciado por volta das 10h, gerou congestionamentos na região e obrigou a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) a redirecionar o tráfego.

Contexto da Mobilização

A paralisação integra uma série de protestos deflagrados em 20 de março, quando os trabalhadores cruzaram os braços para reivindicar a reposição salarial de 33,40%, percentual que, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), representa as perdas acumuladas desde 2016. A categoria alega que, apesar da defasagem salarial, a prefeitura de Porto Alegre manteve os gastos com pessoal abaixo do limite legal, chegando a 41% da receita em 2024.

Reivindicações dos Servidores

Além da recomposição salarial, os servidores municipais exigem:

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Leia Também:

  • Fim das terceirizações e privatizações de serviços públicos;

  • Progressões de carreira e vale-alimentação ajustado ao custo de vida atual;

  • Realização de concursos públicos para substituir contratações temporárias.

Resposta do Governo

O governo municipal, sob a gestão de Sebastião Melo (MDB), afirma manter diálogo com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). No entanto, até o momento, não apresentou propostas concretas que atendam às reivindicações. O secretário-geral de Governo, André Coronel, ressaltou o "compromisso com o diálogo" e a necessidade de alinhar as demandas à "realidade orçamentária" do município.

Próximos Passos

Os servidores aguardam uma nova assembleia geral, marcada para esta quarta-feira, 2 de abril, no Centro de Eventos Barros Cassal. O encontro será decisivo para definir a continuidade da greve, aprovada oficialmente em assembleia no dia 25 de março. Caso a prefeitura não apresente avanços nas negociações, a categoria poderá intensificar as mobilizações nos próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Trinoo - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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