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STF Proíbe Revista Íntima Vexatória em Presídios Brasileiros

Decisão histórica protege direitos de visitantes e impulsiona modernização do sistema prisional

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
STF Proíbe Revista Íntima Vexatória em Presídios Brasileiros
Entendimento é de que não é permitida a inspeção em que o visitante precisa ficar parcialmente ou totalmente nu, e que eventuais provas obtidas nesse sentido são ilegais Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a prática de revista íntima vexatória em presídios brasileiros é "inadmissível" e ilegal. Essa decisão foi tomada em um julgamento que envolveu um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher que tentou entrar em um presídio com drogas escondidas em suas partes íntimas.

Decisão do STF

A Corte estabeleceu que a revista íntima vexatória, que envolve desnudamento e inspeção de cavidades corporais sem justificativa, não pode ser realizada. As provas obtidas por meio desse procedimento são consideradas ilícitas e não podem ser usadas para processar criminalmente os visitantes.

Exceções e Regras

Essa decisão visa proteger os direitos dos visitantes e garantir que as revistas sejam realizadas de forma respeitosa e justificada.

Situação dos Presídios Gaúchos

A situação dos presídios gaúchos está passando por um processo de modernização e expansão, com investimentos significativos para melhorar as condições de cumprimento de pena e reduzir a superlotação. Aqui estão alguns pontos-chave sobre a situação atual e suas repercussões:

  • Construção de Novas Unidades: O governo do Rio Grande do Sul está investindo na construção de cinco novas unidades prisionais em diferentes regiões do estado, incluindo Caxias do Sul, Rio Grande, Alegrete, Passo Fundo e São Borja. Essas obras têm como objetivo amenizar o déficit de vagas no sistema penitenciário gaúcho e melhorar as condições de cumprimento de pena.

  • Reconstrução do Presídio Central: O antigo Presídio Central de Porto Alegre, conhecido por condições precárias, está sendo reconstruído. A nova unidade terá capacidade para 1.884 presos e deve voltar a operar em 2025, oferecendo condições mais dignas para os detentos.

  • Investimentos e Nomeações: O sistema prisional gaúcho receberá R$ 1,41 bilhão em investimentos entre 2019 e 2026. Além disso, foram nomeados 504 novos servidores penitenciários para fortalecer a gestão das casas prisionais.

Repercussão

  • Melhoria das Condições: A expansão e modernização das unidades prisionais visam melhorar as condições de vida dos detentos, oferecendo estruturas mais dignas e promovendo a ressocialização.

  • Redução da Superlotação: As novas unidades ajudarão a reduzir a superlotação nos presídios, melhorando a segurança e as condições de trabalho para os servidores penitenciários.

  • Fortalecimento da Segurança Pública: A nomeação de novos servidores e os investimentos em infraestrutura reforçam a capacidade do sistema prisional de cumprir seu papel na segurança pública, contribuindo para a redução da criminalidade no estado.

Essa decisão do STF e os avanços no sistema penitenciário gaúcho representam um passo importante na defesa dos direitos humanos e na construção de um sistema carcerário mais justo e eficiente no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Trinoo - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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