A contratação de três novos radares meteorológicos para o Rio Grande do Sul, prevista para ocorrer por meio de pregão eletrônico no dia 24 de abril de 2025, foi suspensa. A decisão do governo estadual veio após surgirem questionamentos técnicos e jurídicos quanto à eficácia do sistema proposto e à modalidade de licitação adotada.
O edital da licitação havia sido publicado no dia 7 de abril de 2025 pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio da Subsecretaria da Administração Central de Licitações (Celic). O projeto integra o Plano Rio Grande, uma iniciativa de reconstrução e adaptação climática lançada em resposta às enchentes que devastaram o estado em 2024.
Os três radares, com tecnologia Banda "S", seriam instalados nas regiões Oeste, Serra e Sul, complementando o equipamento já em operação desde setembro de 2024 na capital. O objetivo era reforçar o monitoramento meteorológico e geológico estadual, ampliando a capacidade de resposta a desastres climáticos.
Segundo o governo, o pregão eletrônico com critério de julgamento pelo menor preço garantiria legalidade, publicidade e competitividade ao processo. No entanto, especialistas e entidades questionaram a pertinência desse modelo para uma contratação técnica e complexa como a aquisição de radares meteorológicos, alegando riscos à efetividade e à segurança da operação.
Em nota, a SPGG informou que a suspensão tem caráter preventivo e visa assegurar a melhor condução do processo, com foco na transparência e no interesse público. Uma reavaliação do modelo de contratação está em curso e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
A paralisação levanta preocupações sobre possíveis atrasos no fortalecimento da rede de monitoramento climático do estado, especialmente em um cenário de aumento da frequência e intensidade de eventos extremos. A expectativa é que o governo apresente em breve uma alternativa que preserve os avanços planejados no enfrentamento dos riscos ambientais.

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