Na última quinta-feira, 3 de julho de 2025, as últimas famílias que residiam na área do dique do Sarandi, na Rua Aderbal Rocha de Fraga, zona Norte de Porto Alegre, deixaram suas casas em cumprimento a uma ordem judicial de reintegração de posse. A decisão viabiliza a retomada das obras emergenciais de reforço do sistema de proteção contra cheias, consideradas prioritárias pela prefeitura.
O processo de desocupação foi fundamentado em laudos técnicos que apontavam risco elevado de colapso da estrutura do dique. Segundo a prefeitura, a elevação do dique para 5,8 metros – acima do nível da cheia histórica – é essencial para garantir segurança à região, severamente atingida pela enchente de maio de 2024.
Durante as tratativas, a prefeitura ofereceu alternativas habitacionais às famílias afetadas. Entre elas, o programa Compra Assistida, voltado à aquisição definitiva de moradias, e o Estadia Solidária, que concede R$ 1 mil mensais por até 12 meses ou até a alocação definitiva. Algumas famílias também foram alocadas temporariamente em casas modulares.
O impasse, que se estendeu por meses, foi marcado por decisões judiciais divergentes, resistência por parte de moradores e constantes negociações. Apesar das dificuldades, a remoção foi concluída, encerrando um capítulo delicado na região.
Agora, com a área liberada, a prefeitura poderá dar sequência à obra de reforço da estrutura do dique – medida considerada vital para evitar novas tragédias em caso de futuras enchentes.

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