Passado um ano da histórica enchente que afetou gravemente a Estação Rodoviária de Porto Alegre, a reforma completa do terminal ainda não saiu do papel. Embora parte das lojas tenha sido reaberta e os lojistas estejam aos poucos retomando as atividades após reformas parciais, a infraestrutura principal da rodoviária continua em condições precárias.
Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), o contrato com a empresa Nacon Engenharia, vencedora da licitação, está em fase final de tramitação e deve ser assinado ainda em maio. O investimento previsto é de cerca de R$ 20 milhões, com prazo de 18 meses para a conclusão das obras a partir do início da execução. Ainda não há uma data definida para o começo efetivo dos trabalhos.
As obras de recuperação prometem uma reestruturação completa do terminal, incluindo a impermeabilização da cobertura, reforma dos salões de venda de passagens, modernização dos banheiros — muitos dos quais seguem interditados — e a revitalização da fachada externa. Também está prevista a remodelação do setor de viagens interestaduais, com novos guichês e uma sala de espera ampliada para os passageiros.
O processo para a contratação da empresa responsável foi marcado por atrasos. Até março deste ano, apenas uma proposta havia sido apresentada, o que contribuiu para o adiamento do início das obras. Enquanto isso, a rodoviária continua operando, mas com limitações: algumas áreas seguem vulneráveis a novos alagamentos e as intervenções emergenciais não foram suficientes para restaurar o funcionamento completo do espaço.
A situação preocupa comerciantes e usuários, que convivem com a insegurança estrutural e a falta de prazos claros. “A gente está trabalhando no improviso há um ano. Não sabemos quando tudo vai voltar ao normal”, lamenta uma lojista que prefere não se identificar.
Com a chegada do período de chuvas, aumenta a pressão por soluções definitivas que garantam segurança e funcionalidade ao principal terminal rodoviário da capital gaúcha.

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