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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026

Anseios da Sociedade

Amizades Sinceras: Um Encontro Entre Gerações

Entre rodas de chimarrão e telas de smartphone, onde ficaram os laços que construíam pontes de afeto e histórias inesquecíveis?

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Amizades Sinceras: Um Encontro Entre Gerações
Foto: Divulgação Internet
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Refletindo sobre o que nos torna verdadeiramente humanos, é impossível não perceber como as amizades foram moldadas e transformadas ao longo das gerações. Cresci nos anos 70, 80 e 90, cercado por tardes inteiras de conversas na calçada, rodas de chimarrão na praça, e um violão que embalava sonhos e confidências. Éramos amigos de corpo e alma, presentes nos momentos bons e ruins, compartilhando segredos e medos, rindo das pequenas bobagens que faziam a vida ter sabor.

Hoje, ao observar esta nova geração, sinto uma inquietação que me leva a questionar: como eles vão envelhecer? Cercados por telas brilhantes, jogos, inteligência artificial e smartphones que não largam da mão, me pergunto onde encontrarão o tempo — e a disposição — para cultivar amizades sinceras e duradouras. As conversas não acontecem mais sentados no meio-fio ou na varanda da casa dos avós, mas sim em chats rápidos, emojis apressados e áudios que substituem o abraço.

Sinto falta daquele tempo em que os pais nos chamavam para dentro quando a noite caía, alertando sobre os perigos da rua, sobre os vícios que rondavam a juventude, e nos falavam sobre estudar, sonhar com a faculdade e nos tornarmos “gente de bem”. Era uma herança de valores, que mesmo entre broncas e recomendações, nos mostrava a importância de respeitar, partilhar e viver em comunidade.

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Hoje, esses valores parecem embaçados no espelho retrovisor. Vivemos em dois modos, dois hemisférios ideológicos que nos colocam em cheque todos os dias: de um lado, as lembranças de conversas demoradas na sala dos avós, e de outro, a pressa que empurra os laços para o fundo da lista de prioridades.

Lamento não poder embalar meus filhos na mesma essência de amizades que me formaram. Porque, entre o barulho das notificações e o silêncio das praças vazias, sinto que estamos perdendo a riqueza que nos tornava mais humanos: o valor das amizades sinceras, que aqueciam as tardes frias e faziam o tempo passar devagar — e bem mais feliz.

FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros
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