Vivemos tempos em que líderes mundiais, ao invés de guiarem seus povos pela luz da paz, parecem celebrar a escuridão da destruição. Recentemente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, demonstrou alegria ao mencionar a morte de cientistas iranianos e expressou, sem remorso, a intenção de eliminar a liderança do Irã.
Diante de tais palavras, que não apenas ferem, mas desumanizam, cabe a pergunta que ultrapassa fronteiras, religiões e ideologias: onde está o valor da vida humana? Não são apenas nomes eliminados em estratégias políticas, mas sonhos, famílias, histórias interrompidas.
É desconcertante ver Jerusalém — a cidade mais mencionada na Bíblia, símbolo de fé e esperança — hoje associada a discursos de ódio e à busca pela aniquilação do outro. O povo que já carregou a mensagem de resistência e espiritualidade, agora é conduzido por lideranças que celebram a morte como vitória.
As declarações de Netanyahu não ferem apenas os alvos do Irã, mas o próprio tecido da humanidade. Quando a morte é exaltada como solução, a vida perde seu valor. E é nesse ponto que devemos, enquanto sociedade global, fazer uma pausa: matar um inimigo político é vencer ou perder a chance de construir um novo caminho?
A alegria em eliminar vidas é um alerta. Não apenas sobre o que se faz, mas sobre quem nos tornamos. Precisamos urgentemente retomar o debate ético e resgatar a compaixão como princípio. Porque sem isso, a paz será apenas uma palavra oca em meio ao ruído das explosões.

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