No cenário mundial, o que deveria ser debate virou confronto. Líderes de nações poderosas, guiados por ideologias opostas e egos inflamados, ultrapassam a tênue linha do bom senso e da diplomacia, escolhendo o caminho da força, da violência, da destruição. Esquerda, direita, centro — seja qual for o ponto do espectro político — parece não haver mais espaço para o diálogo, apenas para a disputa armada.
Em vez de palavras, lançam mísseis. Em vez de pontes, constroem trincheiras. A guerra, que deveria ser sempre a última opção, tornou-se a primeira resposta para desavenças que poderiam — e deveriam — ser resolvidas na mesa da negociação. Os homens que comandam o destino de milhões se tornaram incapazes de olhar o outro como humano. Tornaram-se “cordialmente desconhecidos”, como se habitassem planetas diferentes, sem qualquer obrigação de se entenderem.
Por trás das guerras, estão os velhos interesses: petróleo, fronteiras, poder, controle, ou simplesmente a necessidade de afirmar que sua ideologia é melhor que a do outro. Mas o preço que se paga é alto — e quem o paga, quase sempre, é o povo. Crianças sem escola, famílias sem casa, cidades reduzidas a escombros, vidas ceifadas pela arrogância de poucos.
O mundo está à beira de um colapso moral. E enquanto nos perdemos em rótulos — “direitosos”, “esquerdopatas”, “comunistas”, “liberais” — esquecemos que, antes de tudo, somos humanos. Que não há ideologia que justifique o extermínio do próximo. Que nenhuma razão política vale mais do que a vida.
Que possamos, mesmo em meio à insensatez global, orar por lucidez. Que o livre-arbítrio nos leve à escolha mais difícil e mais nobre: a paz. Que Deus nos conceda sabedoria para compreender os erros dos homens e coragem para não repeti-los.

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