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Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2025

Anseios da Sociedade

Ser cúmplice é mais raro do que se imagina

Tempos de flertes digitais e amores líquidos, ser presença real e respeitar o tempo do outro virou ato de coragem e escolha diária

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Ser cúmplice é mais raro do que se imagina
Foto: Marcos e Simone
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Num tempo em que o "match" substituiu o bilhetinho na mochila, e o "curtir" vale mais do que um sorriso trocado na pracinha, é preciso coragem para viver um relacionamento com profundidade. Neste Dia dos Namorados, convido à reflexão: por que está tão difícil ser cúmplice?

Cumplicidade não é só dividir um sofá ou a conta do streaming. É respeitar o tempo do outro, os silêncios, os espaços, as ausências temporárias. É caminhar lado a lado, não como quem compete, mas como quem constrói. E construir dá trabalho. É preciso abrir mão do ego, da pressa e da ansiedade por resultados imediatos.

Hoje, muitos se justificam num discurso de “modernidade” para não se comprometer. Dizem que os tempos mudaram, que o amor precisa ser livre — e tudo bem, desde que a liberdade não vire desculpa para o egoísmo. Antigamente, o amor tinha rituais. Tinha a espera de quarta-feira, o nervosismo do primeiro encontro sob o olhar atento dos pais, o respeito à família. Quando se cruzava a linha e uma nova vida surgia, vinha junto o compromisso, o pedido de casamento, o olhar no olho e a responsabilidade de ser presente.

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Hoje, tudo é instantâneo. Beijos em apps, promessas em áudios de 10 segundos, amores em modo avião.

Mas eu escolho lembrar — e me inspirar — nos meus avós, que viveram a vida toda juntos. Nos meus pais, que seguem firmes há 50 anos, sustentando conselhos que, mesmo antigos, não perderam o valor. E depois de tropeçar em dores e traições, a vida, curiosamente, me presenteou com a minha companheira através da própria tecnologia. Alguém que também conheceu o chão da desilusão, e que agora, junto comigo, compartilha aprendizados, sonhos, silêncios e o bom e velho chimarrão de fim de tarde.

Não é sobre tempo, nem sobre romantismo ultrapassado. É sobre escolher estar. Escolher ser cúmplice. Escolher amar com respeito, lealdade e verdade.

Hoje, isso é revolucionário,

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros
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