A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pousada Garoa, instalada em fevereiro de 2025 na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, avança nas investigações sobre o incêndio ocorrido em abril de 2024 na unidade da Avenida Farrapos. A tragédia resultou na morte de 11 pessoas em situação de vulnerabilidade social, abrigadas em uma estrutura conveniada à prefeitura.
A CPI, presidida pelo vereador Pedro Ruas (PSOL), reúne 12 parlamentares de diferentes partidos — incluindo Alexandre Bublitz (PT), Coronel Ustra (PL) e Erick Dênil (PCdoB). O objetivo central é apurar as circunstâncias do incêndio, investigar possíveis falhas na fiscalização por parte do poder público e identificar responsabilidades.
Entre as atividades já realizadas, destacam-se as oitivas de testemunhas, sobreviventes, ex-funcionários da pousada e autoridades municipais. A comissão também solicitou e vem analisando uma série de documentos, como laudos periciais, relatórios de inspeção predial e conversas oficiais relacionadas à gestão do local.
O plano de trabalho aprovado prevê ouvir 23 testemunhas, incluindo o ex-secretário municipal de Desenvolvimento Social, Léo Voigt, diretores da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), os proprietários da pousada, além do delegado da Polícia Civil responsável pelo inquérito.
As reuniões da CPI ocorrem sempre às segundas-feiras no plenário da Câmara Municipal e são abertas ao público. O colegiado busca esclarecer não apenas as causas da tragédia, mas também o possível descaso na fiscalização de espaços que acolhem pessoas em situação de rua — um alerta grave sobre a responsabilidade do Estado diante da vida dos mais vulneráveis.

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