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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Policial

Casal é alvo de operação após manter "fantasma" de policial morto por 27 anos

Esquema fraudulento desviou R$ 2,5 milhões do IPE Prev com uso de documentos falsos e omissão de óbito. Corpo foi enterrado em sigilo, e pagamentos seguiram por quase três décadas.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Casal é alvo de operação após manter
Policiais cumprem mandado de busca e apreensão em Gravataí. Adriana Irion / Agencia RBS
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Montenegro (RS) - Um casal foi o principal alvo da operação "De Cujus", deflagrada nesta segunda-feira (7), por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude previdenciária que perdurou por inacreditáveis 27 anos. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, os dois mantiveram ilegalmente os salários de um policial civil aposentado que faleceu em 1996, gerando um prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões aos cofres do Instituto de Previdência do Estado (IPE Prev).

A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (DCCOR/DEIC), revelou que o filho do policial, com o auxílio da esposa, falsificou sucessivos documentos para manter a aposentadoria do pai ativa. Entre os artifícios utilizados, estão a apresentação de comprovantes de vida forjados e atualizações cadastrais fraudulentas junto à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS).

O corpo do policial foi sepultado secretamente em um jazigo da família no município de Montenegro, sem qualquer registro oficial de óbito na época. O banco Banrisul, onde o servidor recebia os proventos, também manteve a conta ativa com movimentações regulares ao longo das décadas.

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A farsa só começou a ruir após uma denúncia anônima enviada ao IPE Prev em 2023. A partir de então, as autoridades reuniram indícios e provas que culminaram na operação desta semana. Durante a ação, policiais apreenderam documentos, computadores, celulares e outros materiais que podem reforçar o inquérito.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens do casal, incluindo dois veículos e o valor total desviado, como forma de reparação ao erário. Os investigados podem responder por estelionato contra a administração pública, falsificação e uso de documentos falsos, além de apropriação indébita.

A Polícia Civil não descarta a participação de outros envolvidos e segue apurando como o esquema conseguiu se manter ativo por tanto tempo sem levantar suspeitas.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Trinoo - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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