Especialistas do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (IPH) e técnicos do Programa de Gestão Ambiental do Porto de Porto Alegre (PGA‑POA) estiveram reunidos na Capital, em 3 de julho de 2025, para atualizar dados sobre o assoreamento do Guaíba e discutir estratégias de curto, médio e longo prazo contra as enchentes que castigam o Rio Grande do Sul.
Dragagem em debate
As equipes apresentaram notas técnicas recentes que analisam a viabilidade e a necessidade de dragar o Guaíba. Houve consenso de que a dragagem, sozinha, tende a ter efeito limitado sobre o controle das cheias, dada a imensa vazão envolvida em eventos extremos. Ainda assim, o procedimento pode fazer parte de um pacote de soluções complementares, especialmente para melhorar a navegabilidade e reduzir pontos críticos de acúmulo de sedimentos.
Próximos passos
O Comitê trabalha agora na consolidação de uma nota técnica, que integrará recomendações estruturais e não‑estruturais. O documento será apresentado na próxima semana, durante o evento do Conselho do Plano Rio Grande, programa estadual voltado a reconstruir e fortalecer a resiliência climática do RS.
Cooperação internacional
O debate também considerou contribuições de especialistas holandeses, que sugerem desde a recuperação de sistemas de proteção e o monitoramento contínuo dos níveis d’água até a checagem da integridade de diques e barragens. A integração dessas propostas deverá orientar políticas públicas para redução de risco de desastres.
Visão integrada
Com monitoramento permanente do assoreamento, avaliação crítica da dragagem e soluções baseadas em ciência, o governo estadual quer alinhar múltiplos atores – academia, setor portuário, Defesa Civil e sociedade civil – na construção de um RS mais preparado para eventos climáticos extremos.

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