Vídeos divulgados por brigadistas da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) mostram o momento delicado em que o corpo da brasileira Juliana Marins foi içado de um penhasco no Monte Rinjani, famoso vulcão do país asiático. A operação de resgate durou cerca de 15 horas, em condições extremas que impediram até mesmo o uso de helicópteros.
Juliana foi localizada sem vida, cerca de 600 metros abaixo da trilha, quatro dias após cair do penhasco durante uma trilha turística. O terreno íngreme, neblina densa e as rápidas mudanças de temperatura dificultaram severamente a ação dos socorristas, que precisaram usar cordas e uma maca para concluir a operação.
Segundo o marechal do ar Muhammad Syafi’i, chefe da Basarnas, o corpo da jovem foi entregue ao Hospital Bhayangkara da Polícia Regional de Nusa Tenggara Ocidental, onde passará por exames que apontarão oficialmente a causa da morte. Após isso, será iniciada a repatriação para o Brasil.
A família de Juliana manifestou insatisfação com a demora no resgate, alegando que a jovem poderia ter sobrevivido se o atendimento tivesse ocorrido em até sete horas após o acidente. Os familiares acusam as autoridades locais de negligência e exigem explicações oficiais.
A divulgação dos vídeos fecha o ciclo da operação direta de resgate na Indonésia e reacende o debate sobre os riscos e a estrutura de segurança em trilhas de alta montanha em regiões turísticas.
