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Economia

Crescimento da inadimplência desacelera no Brasil, e Rio Grande do Sul registra queda de 0,67% no número de negativados

Levantamento da Serasa mostra o menor avanço mensal da inadimplência em 2026, enquanto o Rio Grande do Sul figura entre os 14 estados que reduziram o número de consumidores com dívidas em atraso.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Crescimento da inadimplência desacelera no Brasil, e Rio Grande do Sul registra queda de 0,67% no número de negativados
SERASA / RS
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O crescimento da inadimplência no Brasil perdeu força em maio e apresentou o menor avanço mensal desde o início de 2026. É o que revela o novo Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, divulgado neste mês. Apesar de o número de consumidores negativados continuar aumentando no país, o ritmo de crescimento desacelerou significativamente, indicando um cenário mais favorável para a recuperação financeira das famílias brasileiras.

Em maio, 113 mil novos CPFs foram incluídos nos cadastros de inadimplência, um crescimento de apenas 0,14% em relação ao mês anterior — o menor registrado em 2026. Além disso, 14 estados brasileiros apresentaram redução no número de inadimplentes, demonstrando uma melhora regional no comportamento das dívidas.

No Rio Grande do Sul, o movimento foi ainda mais positivo. O estado registrou uma queda de 0,67% no número de consumidores negativados em comparação com abril, encerrando maio com 4.140.567 pessoas inadimplentes, o equivalente a 46,58% da população adulta gaúcha. No mês anterior, esse total era de 4.168.416 consumidores.

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Mesmo com a redução mensal, o volume de dívidas permanece elevado. Os gaúchos acumulam débitos que ultrapassam R$ 33,1 bilhões, com um valor médio de R$ 8.005,44 por consumidor inadimplente. Entre as principais origens das dívidas no estado, destacam-se bancos e cartões de crédito, responsáveis por 27,28% do total, seguidos pelas financeiras (18,44%) e pelo setor de serviços (14,1%).

A faixa etária mais impactada pela inadimplência no Rio Grande do Sul é a de 41 a 60 anos, que representa 34,5% dos consumidores negativados. Em seguida aparecem pessoas entre 26 e 40 anos (32%) e idosos com mais de 60 anos (23,1%), evidenciando que o endividamento atinge principalmente a população economicamente ativa. Na capital, Porto Alegre concentra 590.991 inadimplentes, que juntos somam cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas.

No cenário nacional, os brasileiros acumulam atualmente 344 milhões de dívidas negativadas, totalizando mais de R$ 574 bilhões. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.877,23, refletindo o impacto da pressão financeira sobre o orçamento das famílias. Embora bancos e instituições financeiras continuem sendo a principal origem das dívidas, concentrando 46,87% dos débitos, esse segmento apresentou uma leve retração de 0,4% em maio.

Para a diretora da Serasa, Aline Maciel, os números indicam um cenário de melhora gradual, impulsionado pelo aumento das renegociações de dívidas.

"Apesar de ainda vermos um crescimento na inadimplência, os dados indicam uma desaceleração importante frente aos meses anteriores e mostram um reflexo positivo do crescimento recente nas negociações de dívidas. Apesar do alívio que a negociação de dívidas traz ao brasileiro, sempre reforçamos que esse momento deve motivar uma organização financeira familiar para evitar uma nova inadimplência."

Renegociação continua com condições especiais

Como estratégia para estimular a recuperação financeira dos consumidores, a Serasa segue ampliando as oportunidades de negociação por meio do Descontaço, iniciativa que reúne condições especiais e ofertas do Novo Desenrola Brasil. Atualmente, mais de 11 milhões de consumidores podem acessar cupons que oferecem até R$ 500 de desconto adicional em acordos quitados à vista pelo site ou aplicativo da empresa, acumulando os benefícios já concedidos pelas instituições parceiras.

Embora a inadimplência brasileira ainda tenha acumulado alta de 2,69% ao longo de 2026, os resultados de maio sinalizam uma desaceleração consistente no ritmo de crescimento e reforçam a importância das políticas de renegociação, aliadas ao planejamento financeiro, como instrumentos para reduzir o endividamento e restabelecer o equilíbrio das finanças das famílias brasileiras.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PN / Jornalista Catarina Gomes Assessoria SERASA

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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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