O cessar-fogo firmado na última terça-feira (24) entre Irã e Israel, após quase duas semanas de intensos bombardeios recíprocos, já enfrenta turbulências. O Irã manifestou “sérias dúvidas” quanto ao compromisso de Israel em respeitar a trégua, sinalizando um possível colapso no frágil acordo.
Anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “acordo completo e total”, o cessar-fogo foi saudado com ceticismo por Teerã. Logo nas primeiras horas após o anúncio, houve denúncias de violações de ambos os lados. Israel afirmou ter interceptado novos mísseis lançados pelo Irã e prometeu responder com força caso os ataques continuem.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi categórico: “A campanha contra o Irã não terminou”. Ele reforçou que a ofensiva contra o que chamou de “eixo do Irã”, incluindo o grupo Hamas e a libertação de reféns em Gaza, continua sendo prioridade do governo israelense.
Por outro lado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian celebrou o cessar-fogo como uma “grande vitória para o Irã”, mas deixou claro que o respeito ao acordo depende da postura de Israel. “Se eles quebrarem o compromisso, responderemos com força proporcional”, afirmou Pezeshkian.
Analistas internacionais apontam que o clima permanece tenso e que a paz duradoura parece distante. A instabilidade na região pode escalar novamente a qualquer momento, caso uma das partes interprete ações militares como provocação.

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