O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou nesta quinta-feira (3) o compromisso de resgatar todos os reféns mantidos pelo grupo Hamas na Faixa de Gaza. Em pronunciamento público, Netanyahu declarou que a libertação dos reféns é uma prioridade nacional e que Israel “não descansará até que todos sejam trazidos de volta, vivos ou mortos”.
A declaração vem em meio à intensificação das operações militares israelenses, que nas últimas 24 horas resultaram em dezenas de mortes de civis, inclusive em ataques contra escolas que serviam de abrigo para deslocados internos. Um dos alvos foi a Escola Mustafa Hafez, no bairro de Al-Rimal, na Cidade de Gaza, onde ao menos 12 pessoas morreram, a maioria mulheres e crianças. Outro bombardeio atingiu a escola Al Hurriya, no bairro de Zeitun, matando pelo menos 33 civis.
Com essas ofensivas, o número total de mortos em Gaza desde o início da campanha militar israelense já ultrapassa 57 mil, segundo autoridades locais, enquanto milhares continuam feridos ou deslocados.
Além de escolas, cafés e centros de distribuição de ajuda humanitária também foram atingidos. As Forças de Defesa de Israel justificam os ataques com a alegação de que militantes do Hamas utilizam prédios civis como esconderijos e depósitos de armas. No entanto, organizações internacionais e autoridades palestinas denunciam o alto número de vítimas civis e a destruição de infraestrutura essencial.
Crise Humanitária em Escalada
A situação humanitária em Gaza é considerada crítica. A maior parte da população está desalojada, com acesso limitado a água potável, alimentos e cuidados médicos. A comunidade internacional reforça os apelos por um cessar-fogo e por proteção aos civis. Mesmo diante da pressão global, Israel mantém a posição de só interromper os ataques quando todos os reféns forem libertados.
Nos últimos discursos, Netanyahu demonstrou uma possível mudança de foco: da aniquilação do Hamas para a libertação dos sequestrados — demanda antiga de familiares dos reféns e da sociedade israelense.
