A Polícia Civil de Torres segue investigando um dos casos mais chocantes da região: o envenenamento de um bolo que descobriu a morte de três pessoas e deixou outras três hospitalizadas após uma reunião familiar no último dia 23 de dezembro. A principal suspeita, Deise Moura dos Anjos, já apontada como responsável pelo crime, agora é investigada por possível outro assassinato envolvendo seu sogro, Paulo Luiz dos Anjos, falecido em setembro de 2024.
Exumação Reabre Caso Antigo
Inicialmente atribuída a uma intoxicação alimentar, a morte de Paulo Luiz despertou suspeitas após o surgimento de novas evidências no inquérito do bolo envenenado. Perícias recentes indicam que o sogro de Deise pode ter sido envenenado com arsênio, o mesmo agente tóxico identificado nas vítimas do bolo. A polícia solicita a exumação do corpo, e os resultados laboratoriais são aguardados com expectativa para os próximos dias.
Circunstâncias e Novas Revelações
O bolo contaminado foi consumido durante uma confraternização familiar. Entre os afetados estavam Zeli dos Anjos, sogra de Deise e sobreviventes que seguem hospitalizadas, e outras cinco pessoas, das quais três não resistiram. Segundo a investigação, Deise teria adquirido o veneno de forma premeditada, em meio a um contexto de resgates familiares.
Relações Conturbadas e Defesa
Deise admitiu à polícia que mantinha um relacionamento difícil com Zeli, reforçando o cenário de possíveis motivos para o crime. No entanto, a sua defesa argumenta que ainda há lacunas importantes no inquérito e que novas provas devem ser demonstradas com cautela.
A comunidade de Torres aguardava esclarecimentos definitivos em um caso que chocou não apenas a cidade, mas também gritou alertas sobre o uso de venenos em crimes de família. As próximas semanas prometem trazer à tona revelações cruciais que podem mudar o rumo da investigação.
