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Domingo, 19 de Abril de 2026

Policial

Neto de Empresário do Agro Morre Atropelado por Viatura da Polícia Civil em Porto Alegre

Gustavo Ferrarin, de 30 anos, foi atingido por viatura em corredor de ônibus na Avenida Carlos Gomes; investigação apura circunstâncias do acidente que reacende debate sobre segurança viária

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Neto de Empresário do Agro Morre Atropelado por Viatura da Polícia Civil em Porto Alegre
Homem morreu aos 30 anos atropelado por uma viatura da Polícia Civil em Porto Alegre — Foto: Jean Costa/ Agência RBS
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Porto Alegre (RS) — Uma tragédia abalou o setor do agronegócio gaúcho nesta semana. Gustavo Ferrarin, de 30 anos, neto de Wilson Ferrarin — fundador do tradicional Grupo Ferrarin — morreu após ser atropelado por uma viatura da Polícia Civil na tarde de terça-feira, 10 de junho de 2025, em Porto Alegre. O acidente ocorreu por volta das 13h30 no corredor exclusivo de ônibus da Avenida Carlos Gomes, Zona Norte da capital.

Segundo informações preliminares, Gustavo foi atingido próximo a uma agência bancária. Ele foi socorrido em estado grave e internado no Hospital Cristo Redentor, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer dois dias depois, na quinta-feira, 12 de junho.

A Delegacia de Delitos de Trânsito da capital instaurou inquérito para apurar as causas do atropelamento. O policial que conduzia a viatura prestará depoimento nos próximos dias. Imagens de câmeras de segurança da região foram recolhidas e serão analisadas, e testemunhas começaram a ser ouvidas. Até o momento, a Polícia Civil não informou o motivo do deslocamento da viatura nem se havia acionamento de emergência.

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Gustavo Ferrarin era gerente de risco e operações estruturadas da Agrofel, braço logístico do Grupo Ferrarin, com mais de 50 unidades operacionais e forte atuação no mercado de grãos e insumos agrícolas. Reconhecido como uma liderança promissora no setor, ele era admirado por colegas e amigos.

Em nota conjunta, a Agrofel e a família Ferrarin pediram respeito à dor dos familiares e optaram pelo silêncio neste momento de luto. “Agradecemos as manifestações de apoio, mas neste momento optamos pelo silêncio como forma de cuidado mútuo diante desta dor irreparável”, declarou o grupo.

A morte de Gustavo reacende o debate sobre o uso de faixas exclusivas por viaturas policiais fora de situações de emergência, além de colocar em pauta a segurança de pedestres em áreas de tráfego restrito.

A investigação segue em andamento e não há, até o momento, definições sobre eventuais responsabilizações.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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