Porto Alegre (RS) — Uma tragédia abalou o setor do agronegócio gaúcho nesta semana. Gustavo Ferrarin, de 30 anos, neto de Wilson Ferrarin — fundador do tradicional Grupo Ferrarin — morreu após ser atropelado por uma viatura da Polícia Civil na tarde de terça-feira, 10 de junho de 2025, em Porto Alegre. O acidente ocorreu por volta das 13h30 no corredor exclusivo de ônibus da Avenida Carlos Gomes, Zona Norte da capital.
Segundo informações preliminares, Gustavo foi atingido próximo a uma agência bancária. Ele foi socorrido em estado grave e internado no Hospital Cristo Redentor, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer dois dias depois, na quinta-feira, 12 de junho.
A Delegacia de Delitos de Trânsito da capital instaurou inquérito para apurar as causas do atropelamento. O policial que conduzia a viatura prestará depoimento nos próximos dias. Imagens de câmeras de segurança da região foram recolhidas e serão analisadas, e testemunhas começaram a ser ouvidas. Até o momento, a Polícia Civil não informou o motivo do deslocamento da viatura nem se havia acionamento de emergência.
Gustavo Ferrarin era gerente de risco e operações estruturadas da Agrofel, braço logístico do Grupo Ferrarin, com mais de 50 unidades operacionais e forte atuação no mercado de grãos e insumos agrícolas. Reconhecido como uma liderança promissora no setor, ele era admirado por colegas e amigos.
Em nota conjunta, a Agrofel e a família Ferrarin pediram respeito à dor dos familiares e optaram pelo silêncio neste momento de luto. “Agradecemos as manifestações de apoio, mas neste momento optamos pelo silêncio como forma de cuidado mútuo diante desta dor irreparável”, declarou o grupo.
A morte de Gustavo reacende o debate sobre o uso de faixas exclusivas por viaturas policiais fora de situações de emergência, além de colocar em pauta a segurança de pedestres em áreas de tráfego restrito.
A investigação segue em andamento e não há, até o momento, definições sobre eventuais responsabilizações.

Comentários: