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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
Policial

Nova fase da Operação Malus Doctor mira financeira suspeita de fraudes em Porto Alegre

Polícia Civil cumpre mandados contra empresa que captava aposentados para esquema de empréstimos fraudulentos liderado por advogado já preso

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Nova fase da Operação Malus Doctor mira financeira suspeita de fraudes em Porto Alegre
Operação Malus Doctor mira investigados por captar clientes a escritório jurídico | Foto: PC
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Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Malus Doctor, centrando-se no núcleo responsável pela captação de clientes para o escritório do advogado Daniel Nardon, preso desde 15 de maio. A empresa Planalto Financiamentos, situada no Centro de Porto Alegre, foi um dos principais alvos dos sete mandados de busca e apreensão cumpridos nesta etapa.

Segundo as investigações, funcionários da financeira abordavam aposentados e pensionistas, oferecendo revisão de empréstimos consignados para supostamente reduzir juros. As vítimas entregavam documentos pessoais, acreditando que seriam utilizados para revisão de contratos. No entanto, os documentos eram usados para contratar novos empréstimos, muitas vezes sem o conhecimento ou consentimento das vítimas — inclusive em nome de pessoas já falecidas.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, listas com nomes e senhas do gov.br de clientes, além de orientações detalhadas sobre como abordar e convencer as vítimas.

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O esquema pode ter envolvido mais de 100 mil processos judiciais, dos quais cerca de 10% seriam fraudulentos, atingindo aproximadamente 10 mil vítimas. O prejuízo total estimado pode chegar a R$ 50 milhões.

A Justiça determinou a prisão preventiva de Daniel Nardon, que já estava preso, e sua suspensão do exercício da advocacia pela OAB. Outras 13 pessoas também são investigadas por crimes como estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos, fraude processual e apropriação indébita.

A Polícia Civil orienta que clientes que tiveram contato com o escritório ou financeiras revisem seus contracheques e extratos do INSS para identificar descontos indevidos e, caso necessário, procurem um advogado de confiança ou a Defensoria Pública para verificar a existência de processos em seus nomes.

FONTE/CRÉDITOS: Reação PoaNews - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

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Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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