Uma rede criminosa responsável por aplicar golpes de aproximadamente R$ 300 mil em Canoas (RS), por meio da revenda virtual fraudulenta de veículos, foi alvo da Operação Strick, que culminou na prisão de sete suspeitos no estado do Mato Grosso. A ação policial, resultado de mais de um ano de investigação, envolveu cooperação entre as polícias civis do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará, além do apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça.
O esquema, conhecido como “golpe do falso intermediário”, consistia em criminosos que clonavam anúncios em sites de venda de veículos e gado, apresentando-se como intermediários legítimos — familiares, amigos ou funcionários dos verdadeiros vendedores. Ao negociar, ofereciam valores diferenciados para as partes, levando o comprador a transferir dinheiro para contas dos golpistas, que desapareciam após o pagamento.
Entre as vítimas identificadas pela polícia, destaca-se um empresário que pagou quase R$ 25 mil por uma empilhadeira que nunca recebeu e outra que perdeu R$ 150 mil no Pará. Em Canoas, um casal entregou um carro para golpistas que enviaram comprovantes falsos de transferência bancária. “Eles me fisgaram de uma maneira que eu suspeitava de todo mundo, menos do negociador. Só depois que ele parou de responder percebi o golpe. Foi aí que meu mundo desabou”, revelou uma vítima.
A Operação Strick cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão temporária e preventiva em Várzea Grande e Cuiabá (MT). Até o momento, cinco pessoas foram presas, com expectativa de novas detenções.
Essa ação destaca o avanço no combate aos crimes digitais e golpes em negociações online, que crescem com a popularização das plataformas virtuais. A atuação interestadual e a sofisticação do esquema reforçam a importância de cuidados nas transações e a integração das forças de segurança para desarticular quadrilhas especializadas.
