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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026

Policial

Operação Vistoria desmantela fraude em CRVAs de Porto Alegre

Esquema envolvia subornos via Pix, falsificação de documentos e liberação ilegal de registros de veículos

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Operação Vistoria desmantela fraude em CRVAs de Porto Alegre
Polícia Civil mira suspeitos de fraudes em emissão de documentos veiculares na Capital | Foto: Polícia Civil / CP / PN
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na quarta-feira (16), a Operação Vistoria, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes em Centros de Registro de Veículos Automotores (CRVAs) de Porto Alegre. A ação revelou práticas ilegais cometidas por funcionários terceirizados e um despachante, que atuavam de forma organizada para burlar o sistema do Detran.

Detalhes da operação

Mais de 70 policiais civis participaram da ofensiva, cumprindo 15 mandados de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos envolvidos. As investigações tiveram início após interceptações de conversas no WhatsApp, que comprovaram a prática constante de vantagens indevidas para facilitar vistorias e registros veiculares.

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Como funcionava o esquema

Entre os atos ilegais identificados, estavam:

  • Aprovação de vistorias sem conferência técnica obrigatória;

  • Inserção de dados falsos no sistema do Detran-RS;

  • Aceleração irregular de processos administrativos;

  • Liberação de documentos como CRLVs sem comprovação legal.

Os pagamentos pelos “favores” eram realizados principalmente via Pix, utilizando o termo "cafezinho" como código para o suborno. As práticas ocorriam de forma habitual e organizada, com divisão de tarefas entre os participantes.

Consequências legais

Os investigados podem responder por crimes como:

  • Associação criminosa;

  • Falsificação de documento público;

  • Corrupção ativa e passiva.

Segundo a polícia, não há, até o momento, indícios de envolvimento direto dos titulares dos CRVAs, apenas dos vistoriadores terceirizados. Há também suspeita de lavagem de dinheiro, com uso dos valores obtidos ilegalmente na compra e venda de veículos.

Declaração oficial

“O material probatório aponta para um funcionamento paralelo dentro da estrutura dos CRVAs, em que servidores estabeleciam relações promíscuas com despachantes, trocando favores administrativos por pagamentos diretos”, destacou o delegado Guilherme Calderipe, responsável pela investigação.

A operação ressalta fragilidades no controle dos prestadores de serviço público e reforça a urgência de medidas eficazes de fiscalização e transparência nos processos administrativos veiculares no Rio Grande do Sul.

FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros / Redação PN
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