O Brasil ainda tenta compreender a dor de Manoel Marins, pai de Juliana Marins, jovem de 26 anos que morreu após cair de um penhasco de 600 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A tragédia ocorreu na sexta-feira, 20 de junho.
Juliana era moradora de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava em viagem de mochilão pela Ásia desde fevereiro. As equipes de resgate encontraram seu corpo apenas na terça-feira, 24, após dias de buscas dificultadas por condições meteorológicas adversas e baixa visibilidade.
Na noite de terça-feira, Manoel Marins publicou uma homenagem emocionante à filha em seu perfil no Instagram, usando a canção “Pedaço de Mim”, de Chico Buarque. A legenda comovente dizia:
"Pedaço tirado de mim".
Acompanhada do verso:
“Oh, pedaço de mim / oh, metade adorada de mim / lava os olhos meus / que a saudade é o pior castigo / e eu não quero levar comigo / a mortalha do amor / adeus”.
Para acompanhar a operação de resgate, Manoel viajou até a Indonésia. Durante o trajeto, enfrentou imprevistos como o fechamento do aeroporto de Doha, no Catar, em decorrência de ataques no Oriente Médio.
Em uma carta aberta publicada posteriormente, ele expressou a imensa dor da perda e ressaltou que Juliana “se foi fazendo o que mais gostava”, referindo-se ao sonho que ela realizava ao mochilar sozinha pela Ásia.
A despedida de Juliana comoveu internautas de todo o mundo, trazendo à tona discussões sobre segurança em trilhas, a solidão do luto em países estrangeiros e a força do amor paterno diante da perda.
