Polícia Civil e Ministério da Justiça frustram plano de atentado em show de Lady Gaga e prendem líder no RS
Em uma ação coordenada entre a Polícia Civil e o Ministério da Justiça, foi preso em São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul, um homem apontado como um dos líderes de um grupo extremista que planejava um ataque a bomba durante um show da cantora Lady Gaga no Brasil. A operação, batizada de “Fake Monster”, teve como foco desarticular uma rede que recrutava adolescentes nas redes sociais para atos violentos, com discurso de ódio voltado principalmente contra o público LGBTQIAP+.
A investigação revelou que os integrantes planejavam utilizar explosivos improvisados e coquetéis molotov, tratando o atentado como um “desafio coletivo” para obter visibilidade online. O grupo trocava mensagens em fóruns digitais e aplicativos, buscando engajamento e incentivo à violência como forma de afirmação.
Durante a operação, além da prisão do líder por porte ilegal de arma de fogo, um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil. A ofensiva resultou ainda no cumprimento de mandados de busca e apreensão em nove cidades de quatro estados brasileiros, com a apreensão de diversos dispositivos eletrônicos que serão periciados.
A operação destaca os riscos crescentes do extremismo digital e a urgência de ações preventivas e repressivas por parte das autoridades. De acordo com fontes da investigação, o caso reforça a importância da monitorização constante de ameaças online e da cooperação entre polícias estaduais e órgãos federais para neutralizar potenciais atentados.
A equipe da cantora não se pronunciou oficialmente até o momento, e o show segue com data e local mantidos, sob reforço de segurança.

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