A Prefeitura de Porto Alegre iniciou as primeiras discussões internas para permitir a circulação controlada de veículos no calçadão da Rua dos Andradas, no Centro Histórico. A medida, ainda embrionária, pretende atender demandas antigas de moradores e comerciantes que relatam dificuldades de acesso, especialmente após as recentes obras de revitalização do Quadrilátero Central.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), o debate envolve também a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e integra o programa Centro+, voltado à reorganização urbana e à reativação econômica da região.
Demandas de moradores e comerciantes impulsionam proposta
A motivação principal parte de reclamações de proprietários e residentes de edifícios ao longo do calçadão, muitos deles idosos. Eles relatam percursos superiores a 300 metros desde vias como a Caldas Júnior ou a Sete de Setembro até clínicas e condomínios — trajeto considerado exaustivo para quem tem mobilidade reduzida.
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Além disso, comerciantes apontam perda de movimento ao longo dos anos, reforçando a necessidade de novas soluções de acesso que ajudem na revitalização econômica do Centro Histórico, que já registrou o fechamento de bares e restaurantes tradicionais.
Como seria o trânsito no calçadão
Apesar da possível reabertura parcial, a Prefeitura ressalta que não haverá trânsito irrestrito na Rua dos Andradas. O plano prevê:
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Circulação controlada, com regras específicas de uso;
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Pontos demarcados de embarque e desembarque;
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Sinalização com novas placas orientando limites e horários (ainda não definidos);
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Acesso restrito, sem transformar o calçadão em via convencional.
As mudanças só serão implementadas após avaliação técnica completa. No momento, não há cronograma, projeto final ou desenho urbanístico divulgado. O objetivo é buscar um equilíbrio entre mobilidade, segurança e preservação do caráter histórico e comercial da área.
Obras recentes reforçam viabilidade estrutural
A proposta ganhou força após a conclusão das intervenções no Quadrilátero Central, que substituíram o antigo piso por placas de concreto de alta resistência, permitindo maior durabilidade e suportando eventuais cargas de veículos autorizados.
Segundo técnicos envolvidos nas conversas, essa alteração estrutural abre possibilidade para usos mais flexíveis do espaço, sem comprometer a integridade do novo calçamento.
Etapa inicial e sem decisão definitiva
O debate permanece em fase interna na Prefeitura. A ideia ainda será aprofundada pelos setores envolvidos, podendo passar por consultas públicas caso avance. Não há previsão oficial para divulgação de uma proposta final.
Enquanto isso, moradores e comerciantes aguardam os próximos passos que poderão redefinir a dinâmica de um dos logradouros mais emblemáticos de Porto Alegre.

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