Na madrugada desta sexta-feira (11), a Cidade Baixa, um dos bairros mais boêmios de Porto Alegre, foi palco de uma briga violenta entre torcedores do Atlético Nacional, da Colômbia, que terminou com um torcedor morto e outro ferido em estado grave. O confronto ocorreu poucas horas após a derrota do time colombiano por 3 a 0 para o Internacional, pela Copa Libertadores, no Estádio Beira-Rio.
A vítima fatal foi identificada como Alejandro Lopera Zuluaga, de 27 anos. Segundo a polícia, ele foi esfaqueado durante uma confusão que envolveu integrantes da própria torcida do Atlético Nacional, nas proximidades das ruas Lima e Silva e República — áreas de intensa movimentação noturna. Testemunhas relataram que o conflito foi entre membros de duas torcidas organizadas rivais do clube colombiano: "Los del Sur" e "Los Piratas", que já possuem um histórico de confrontos internos.
Durante a briga, Alejandro foi socorrido por outros torcedores, que o colocaram em um carro de aplicativo. O motorista do veículo afirmou que teve o celular tomado pelos passageiros, supostamente para impedir que ele acionasse a polícia. Ao chegar próximo à Avenida Loureiro da Silva, o condutor percebeu que Alejandro já estava morto e então buscou auxílio da Brigada Militar.
O principal suspeito do esfaqueamento também ficou ferido após ser perseguido e agredido por outros torcedores com facadas e pedaços de madeira. Ele tentou se esconder em estabelecimentos comerciais da região antes de ser socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre (HPS), onde segue internado em estado grave.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu a investigação e está colhendo imagens de câmeras de segurança dos arredores para entender o que motivou a briga. Até o momento, não há indícios de envolvimento de torcedores do Internacional no episódio.
As autoridades buscam identificar todos os envolvidos e esclarecer os fatos que levaram à morte de Alejandro. A embaixada da Colômbia em Brasília foi informada do caso, e representantes consulares devem acompanhar a apuração.
