Na madrugada de domingo, 29 de junho de 2025, a Rússia realizou o maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde o início da guerra, utilizando um total de 537 armas aéreas — entre elas 477 drones e 60 mísseis — em uma ofensiva de larga escala que abalou diversas regiões do país, inclusive áreas no extremo oeste, longe da linha de frente.
Segundo o comando militar ucraniano, a defesa aérea conseguiu interceptar 249 alvos, enquanto 226 foram neutralizados possivelmente por interferência eletrônica. Apesar dos esforços defensivos, os danos foram significativos: ao menos duas pessoas morreram, incluindo um piloto de caça F-16, e vários civis ficaram feridos, entre eles crianças.
A ofensiva resultou ainda em grandes incêndios industriais, especialmente em uma fábrica localizada no centro do país, além de provocar apagões em várias localidades. Fontes locais relatam que hospitais e infraestruturas essenciais também foram afetados.
O Ministério da Defesa russo declarou que os alvos atingidos pertenciam ao complexo industrial-militar ucraniano, além de refinarias de petróleo. Durante a operação, também teriam sido interceptados diversos drones ucranianos que, segundo Moscou, preparavam ataques retaliatórios.
O ataque ocorre em um momento delicado, dias após o presidente Vladimir Putin afirmar que Moscou estaria aberta a uma nova rodada de negociações de paz diretas em Istambul. Com o bombardeio de grande escala, especialistas internacionais avaliam que a disposição russa para o diálogo pode ser apenas estratégica — e não genuína —, minando a confiança da Ucrânia e de seus aliados ocidentais.
A guerra, que já dura mais de três anos, continua a causar sofrimento humano, deslocamento em massa e instabilidade política regional. A expectativa agora se volta para a reação da comunidade internacional e possíveis novos desdobramentos nas tratativas de paz.

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