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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Policial

Sindicância que apura assassinato de preso na Pecan já dura mais de quatro meses sem conclusão

Investigação interna sobre a morte de Nego Jackson em penitenciária gaúcha segue sem desfecho; caso levou ao afastamento de servidores e mudanças no comando da Polícia Penal

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Sindicância que apura assassinato de preso na Pecan já dura mais de quatro meses sem conclusão
Preso conhecido como Nego Jackson foi morto em novembro de 2024 dentro de presídio em Canoas. Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
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A sindicância que apura o assassinato do preso Jackson Peixoto Rodrigues, conhecido como “Nego Jackson”, na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), no Rio Grande do Sul, já ultrapassa quatro meses sem conclusão. O crime ocorreu em 23 de novembro de 2024. Considerado líder de uma organização criminosa no estado, Nego Jackson foi morto a tiros dentro da unidade de segurança máxima.

Detalhes do crime e investigação

Dois detentos, Rafael Telles da Silva, o “Sapo”, e Luis Felipe de Jesus Brum, foram apontados como autores do homicídio. Ambos integram uma facção rival à de Nego Jackson. O assassinato ocorreu em uma área onde a presença de armas é absolutamente proibida, o que levantou suspeitas sobre possíveis falhas na segurança da penitenciária.

Uma das principais linhas de investigação é a de que a arma utilizada tenha sido introduzida no presídio por meio de um drone, embora outras possibilidades ainda estejam sendo analisadas. A Polícia Civil aguarda os resultados de perícias técnicas para finalizar o inquérito criminal. Paralelamente, a Polícia Penal conduz uma sindicância administrativa para apurar possíveis falhas ou irregularidades cometidas por servidores públicos no dia do crime.

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Ações do governo

Diante da gravidade do caso, cinco servidores foram afastados de suas funções para garantir isenção nas apurações. Entre eles estão o então diretor do Complexo Prisional de Canoas e membros da equipe de segurança presentes no plantão da data do homicídio.

O episódio também provocou mudanças no alto escalão da Polícia Penal. O governo do Rio Grande do Sul substituiu o comando da Corregedoria da Polícia Penal, nomeando José Giovani Rodrigues de Souza para o cargo. Além disso, a Superintendência da Polícia Penal também passou por troca de comando.

Contexto e consequências

A morte de Nego Jackson escancarou problemas na gestão do sistema prisional gaúcho. Especialistas e entidades ligadas aos direitos humanos apontaram falhas na política de transferência de presos e na composição de perfis dentro das unidades, especialmente na Pecan, que abriga integrantes de facções rivais em celas próximas.

Em resposta ao assassinato, forças de segurança realizaram operações como a Operação Queda Livre, que teve como alvo integrantes do grupo criminoso envolvido na execução de Jackson.

Mais de quatro meses após o crime, a sindicância interna segue em curso sem conclusão. A demora gera críticas quanto à celeridade e à transparência do processo, especialmente diante da gravidade do ocorrido dentro de uma penitenciária de segurança máxima.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Trinoo - Marcos Medeiros
Reporter Medeiros

Publicado por:

Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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