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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

Mundo

A freira que desafiou o protocolo para se despedir do Papa Francisco

Geneviève Jeanningros, de 81 anos, símbolo de acolhimento e amor aos marginalizados, emocionou o mundo ao se aproximar do caixão do pontífice em um gesto de amizade e fé.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
A freira que desafiou o protocolo para se despedir do Papa Francisco
Os guardas respeitaram a quebra de protocolo da freira Geneviève Jeanningros, 81, que se aproximou do caixão de papa Francisco para se despedir em lágrimas. - (X/Reprodução)
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Em meio à solenidade do velório do Papa Francisco, na imponente Basílica de São Pedro, um momento quebrou a rigidez dos protocolos e emocionou fiéis e espectadores do mundo inteiro. Geneviève Jeanningros, freira franco-argentina de 81 anos, foi autorizada por um segurança a se aproximar do caixão, onde permaneceu por alguns minutos chorando e rezando junto ao corpo do amigo que tanto admirava.

Membro da Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus, Geneviève dedicou os últimos 56 anos de sua vida ao trabalho pastoral com comunidades marginalizadas — incluindo pessoas LGBTQIA+, prostitutas, artistas de circo e pessoas transgênero. Vivendo humildemente em um trailer nos arredores de Roma, ela tornou-se referência em acolhimento, construindo pontes com aqueles que mais sofrem a exclusão social.

A amizade entre Geneviève e o Papa Francisco nasceu de uma carta enviada logo após sua eleição ao trono de Pedro. Nela, a freira narrava a história de sua tia, Léonie Duquet, missionária desaparecida durante a brutal ditadura militar na Argentina. Tocado pela história e pela força da fé de Geneviève, o então recém-eleito papa iniciou uma correspondência que se tornaria semanal, marcada também por encontros na Praça São Pedro, nos quais ela levava grupos minoritários para serem recebidos pelo pontífice.

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O gesto de Geneviève no velório — permitido em meio a um momento reservado apenas a cardeais e altos clérigos — não foi apenas uma despedida pessoal. Representou, acima de tudo, o espírito do papado de Francisco: uma Igreja aberta aos pobres, às periferias humanas e existenciais, e profundamente comprometida com a dignidade de cada pessoa.

Ao se ajoelhar diante do caixão, Geneviève ofereceu não apenas uma prece silenciosa, mas também uma poderosa imagem da compaixão, da amizade e da esperança. Uma imagem que reafirma o legado de Francisco e ecoa o próprio chamado do Evangelho para ver Cristo nos rostos mais esquecidos.

Geneviève Jeanningros e o Papa Francisco, cada um a seu modo, viveram — e agora perpetuam — uma fé que não se mede por títulos, mas por gestos de amor.

FONTE/CRÉDITOS: Redação PoaNews - Marcos Medeiros
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Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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