O oficial da reserva da Marinha do Brasil e especialista em assuntos militares, Robinson Farinazzo, analisou neste domingo (22), em entrevista ao Plantão Times Brasil, os caças utilizados pelos Estados Unidos no ataque contra instalações nucleares no Irã.
Segundo Farinazzo, um dos protagonistas da operação foi o bombardeiro furtivo B-2 Spirit, uma das aeronaves mais avançadas e caras do mundo. Projetado para ser praticamente invisível aos radares, o B-2 tem como função principal realizar ataques de precisão, penetrando em territórios fortemente defendidos, como é o caso das áreas nucleares iranianas.
“O B-2 é uma verdadeira obra-prima da engenharia militar. Seu design stealth permite que ele atravesse sistemas de defesa aérea sem ser detectado. Contudo, seu custo operacional é altíssimo, chegando a cerca de US$ 150 mil por hora de voo, e cada unidade custa mais de US$ 2 bilhões”, destacou Farinazzo.
O especialista explicou que, além dos B-2, os EUA também utilizaram mísseis de cruzeiro Tomahawk, lançados de submarinos e destróieres, complementando o ataque com alto grau de precisão.
A análise de Farinazzo reforça que a escolha dos B-2 não é por acaso. Esses bombardeiros são fundamentais em missões onde é necessário atingir alvos protegidos sem exposição das aeronaves aos radares inimigos.
O ataque americano teve como alvos principais as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan, causando danos significativos. Todos os aviões americanos retornaram sem perdas, segundo o Pentágono.
A operação, além de escalar ainda mais as tensões no Oriente Médio, evidencia o papel da aviação stealth na estratégia militar dos EUA.

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