O processo eleitoral do Sindisaúde-RS está no centro de uma grave denúncia de possível má condução e interferência política. Segundo Gilmar França, representante da Chapa 3 – Agora é Maria Luiza, a atual comissão eleitoral estaria sendo composta por membros da chapa de situação, o que fere os princípios de imparcialidade e transparência.
França relata que foi indicado pela Chapa 3 para compor a comissão eleitoral como seu representante, conforme prerrogativa estatutária. Entretanto, ao comparecer à primeira reunião, se deparou com a presença de Etevaldo Souza Teixeira, assessor parlamentar no gabinete da deputada estadual Luciana Genro (PSOL), que, segundo França, atua como representante da Chapa 1, mesmo sem ser sócio do sindicato e sem vínculo com a categoria da saúde.
“Esse cidadão é assessor 2 na Assembleia Legislativa, com carga horária de 40h. Ele deveria estar cumprindo expediente no gabinete, mas está diariamente nas reuniões da comissão, o que considero ilegal e um desrespeito à categoria”, afirmou Gilmar França.
Ainda segundo o representante da Chapa 3, Etevaldo era administrador de um grupo interno de diretores do sindicato, mesmo não sendo da categoria e sem vínculo formal com o Sindisaúde. França questionou a presença do assessor e solicitou o registro da situação em ata. Após o ocorrido, foi alvo de um pedido de parecer jurídico, com o intuito de desqualificar sua presença na comissão, sob o argumento de que seria membro da chapa concorrente.
“Não há no estatuto do sindicato nada que impeça um representante da chapa de compor a comissão. O parecer jurídico apresentado foi vago e sem fundamentação. Se o estatuto não proíbe, é permitido”, defendeu França.
A denúncia ainda destaca que o assessor da deputada permanece de forma constante nas reuniões da comissão eleitoral, o que, segundo a oposição, representa tentativa de aparelhamento partidário dentro da entidade sindical.
“Por que justamente esse assessor político está lá dentro? Por que não escolheram um trabalhador da saúde, um sócio do sindicato, para compor a comissão? A base está sendo desrespeitada”, conclui França.
A Chapa 3 promete continuar denunciando qualquer irregularidade no processo e cobra isenção, lisura e transparência até a conclusão das eleições e a posse da nova direção sindical.

Comentários: