Camaquã, 30 de agosto de 2025 – Para os 577 servidores que depositaram seu voto no dia 26 de agosto, a eleição do SIMUCA parecia ter seu desfecho naquela noite. A apuração nas dez urnas apontou um vencedor, mas o som do resultado final foi abafado pelo anúncio de um recurso. A disputa, que até então era das propostas e dos candidatos, transformou-se em uma batalha de documentos, assinaturas e interpretações.
O epicentro da tensão se moveu para uma sala de reuniões três dias depois. No encontro da Comissão Eleitoral, o clima era de formalidade, mas a atmosfera carregava o peso da responsabilidade. Estavam presentes a presidente da comissão, Ana Luísa Rodrigues de Farias, as representantes das duas chapas, Karla Bethiny Silveira Dias (Chapa 1) e Gislaine Kruger de Ávila (Chapa 2), e o assessor jurídico, Alexandre Maciel Lins Pastl.
O debate, descrito na ata como "extenso", girou em torno de um vídeo e de uma cédula. Gislaine, pela Chapa 2, expressou o desejo de ouvir testemunhas, um apelo que buscava humanizar a prova, ir além do que estava no papel. Karla, pela Chapa 1, manteve-se firme na análise técnica: o vídeo não provava nada, o processo foi legítimo.
O voto decisivo veio da presidente da comissão. Ana Luísa apontou as falhas formais do recurso: o vídeo não era claro, a cédula não tinha sua assinatura, não havia registro de depoimentos. Com seu voto, formou-se a maioria. O martelo foi batido. Por meio de uma ata, o resultado foi confirmado, e os trabalhos, encerrados.
A eleição do SIMUCA de 2025 não será lembrada apenas pelos números, mas pela jornada que percorreu: começou com o burburinho dos locais de votação, passou pela tensão da apuração e terminou na sobriedade de uma ata resolutória. Para os servidores, fica a lição de que, em uma disputa sindical, cada assinatura, cada registro e cada formalidade podem ser tão decisivos quanto o próprio voto.

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