Lideranças da esquerda no Brasil, incluindo representantes no Rio Grande do Sul, se posicionaram de forma contundente contra os recentes ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã. As ofensivas, ordenadas pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, têm gerado forte repercussão internacional e ampla condenação por parte de diversos governos e movimentos sociais.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, foi enfático ao classificar o ataque como uma grave violação do direito internacional e até do próprio direito interno dos Estados Unidos, uma vez que não teve aprovação do Congresso norte-americano. Segundo Teixeira, Trump age como cúmplice dos “crimes de guerra cometidos pelo governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu, de Israel”.
O governo brasileiro, alinhado às forças progressistas e defensor do multilateralismo, manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) condenou veementemente as ações dos EUA e de Israel, enfatizando que tais ataques violam diretamente a soberania do Irã e as normas do direito internacional.
O comunicado alerta que bombardeios contra instalações nucleares colocam em risco não apenas a segurança regional, mas também a saúde pública global, devido ao perigo de contaminação radioativa e desastres ambientais de grande escala. O Brasil reforçou ainda seu apelo por contenção de todas as partes envolvidas e destacou a necessidade de uma solução diplomática urgente para evitar uma escalada ainda mais grave do conflito.
No Rio Grande do Sul, embora não tenha havido uma manifestação formal específica até o momento, parlamentares, movimentos sociais e partidos de esquerda seguem a mesma linha de condenação às ações militares. A defesa pela paz, pela diplomacia e pelo respeito ao direito internacional tem sido uma bandeira constante das forças progressistas gaúchas, alinhando-se às diretrizes nacionais do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outros partidos de esquerda.
A repercussão desse episódio segue crescendo, mobilizando setores da sociedade civil, organizações internacionais e aumentando a pressão sobre os governos envolvidos no conflito.
