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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Irã acusa EUA de iniciarem guerra após ataques a instalações nucleares

Embaixador iraniano denuncia "pretextos absurdos" e alerta para resposta militar. ONU e comunidade internacional temem escalada incontrolável.

Reporter Medeiros
Por Reporter Medeiros
Irã acusa EUA de iniciarem guerra após ataques a instalações nucleares
Amir Saeid Iravani criticou ataque dos Estados Unidos ao Irã neste domingo (22) | Foto: BRYAN R. SMITH / AFP / CP / PN
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O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou nesta semana que os Estados Unidos iniciaram uma "guerra" contra seu país, utilizando "pretextos absurdos e inventados", após os ataques americanos a três instalações nucleares estratégicas no Irã: Fordow, Natanz e Esfahan.

A declaração foi feita durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, solicitada pelo próprio Irã. Iravani acusou diretamente Washington de usar a força de forma ilegal, sob o argumento de impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, foi além, afirmando que os EUA "cruzaram uma linha vermelha muito grande", violando abertamente a Carta da ONU e o direito internacional. Araqchi também confirmou uma reunião urgente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a escalada, e exigiu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condene oficialmente os ataques.

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“O Irã reserva-se o direito de utilizar todas as opções disponíveis para proteger sua soberania e segurança nacional”, destacou Araqchi, revelando que as Forças Armadas iranianas estão em alerta máximo.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques, classificando-os como uma "ação necessária para conter ameaças nucleares". Apesar disso, Trump sugeriu abertamente a possibilidade de uma “mudança de regime” no Irã, elevando ainda mais a tensão internacional.

O impacto foi imediato. O Irã respondeu intensificando ataques de mísseis balísticos contra Israel, aliado dos EUA na região, ampliando os riscos de um conflito regional de grandes proporções.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um alerta dramático, classificando os bombardeios como uma “escalada perigosa” e advertindo sobre o risco real de que o conflito no Oriente Médio saia completamente do controle, com consequências catastróficas para a paz e segurança globais.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com extrema preocupação, temendo que o confronto entre duas potências militares possa desencadear uma crise sem precedentes nas próximas semanas.

FONTE/CRÉDITOS: Por Marcos Medeiros / PN
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Reporter Medeiros

Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.

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