O Parlamento do Irã aprovou neste sábado (21) o fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. A decisão é uma resposta direta aos ataques das Forças Armadas dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, realizados na madrugada do mesmo dia.
Apesar da aprovação parlamentar, a medida ainda precisa ser ratificada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, para entrar oficialmente em vigor. Caso se concretize, o bloqueio poderá provocar uma forte alta no preço do petróleo, desorganizar a logística internacional de combustíveis e gerar impactos imediatos na economia global.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã e é vital para o comércio internacional de petróleo. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris passem diariamente pela estreita faixa de mar. A área é patrulhada pela 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, baseada no Bahrein, que tradicionalmente garante a segurança da navegação no local.
Historicamente, o Irã já havia ameaçado fechar o estreito em outras ocasiões, mas esta é a primeira vez que a proposta avança formalmente dentro do governo. A medida ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, com episódios recentes de ataques mútuos e retaliações.
Especialistas alertam que o bloqueio total de Ormuz poderia provocar não apenas choques econômicos, mas também um confronto direto entre potências militares, elevando drasticamente o risco de uma guerra regional de grandes proporções.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o desenrolar da situação. Enquanto isso, os mercados financeiros já começam a reagir com nervosismo, e os preços do barril de petróleo operam em alta nas principais bolsas de commodities.

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