Três jovens — Vitor Juan Santiago (18 anos), Carolina Oliveira de Lima (19 anos) e Pedro Henrique Di Benedito Rodrigues (23 anos) — estão desaparecidos desde o início de abril após adentrarem uma área dominada por facção criminosa rival em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o trio teria ido ao bairro Mato Grande para realizar uma entrega de drogas, partindo do bairro Guajuviras em um Fiat Punto.
De acordo com a investigação, Vitor e Pedro possuíam antecedentes por tráfico de drogas. Carolina, por outro lado, não tinha qualquer histórico criminal. Familiares chegaram a relatar que os jovens haviam desaparecido após participarem de um churrasco, mas a polícia apurou que eles estavam reunidos em uma residência antes de receberem a ordem para fazer a entrega.
A principal linha de investigação aponta que os três tenham sido vítimas de uma emboscada e possivelmente assassinados por integrantes da facção que domina a região do Mato Grande. Dois dias após o desaparecimento, o veículo utilizado por eles foi encontrado abandonado em Porto Alegre, sem sinais de violência ou vestígios que indicassem o transporte de corpos.
Interceptações telefônicas feitas no curso da investigação revelaram áudios de suspeitos que teriam tentado despistar a polícia ao deixar o carro em uma área estratégica da capital.
Como parte da Operação Amissus, a Polícia Civil e a Brigada Militar cumpriram 12 ordens judiciais — quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão — nos municípios de Braga, Canoas e Charqueadas. Até o momento, quatro suspeitos foram presos. Um deles teria sido o responsável por abandonar o veículo em Porto Alegre. Os detidos são investigados por participação direta no desaparecimento dos jovens, além de ocultação de provas e fraude processual.
Apesar da hipótese de homicídio ser a mais provável, as autoridades não descartam a possibilidade de encontrar os jovens com vida. As investigações seguem em sigilo.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa ajudar no caso seja repassada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pelo telefone 0800-642-0121.

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