As recentes tensões no Oriente Médio, especialmente após os ataques dos Estados Unidos ao Irã, têm reverberado na política brasileira, em especial entre as lideranças do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. No Rio Grande do Sul, os principais representantes do PL não escondem o alinhamento com a política externa norte-americana e fizeram declarações públicas de apoio às ações dos EUA.
O deputado federal Giovani Cherini, presidente do PL no Rio Grande do Sul e 1º vice-líder do partido na Câmara dos Deputados, é um dos mais entusiastas defensores dessa aproximação. Cherini tem histórico de participação em eventos diplomáticos nos Estados Unidos, incluindo a posse de Donald Trump e encontros com lideranças conservadoras americanas. O parlamentar gaúcho vem fortalecendo sua presença política com respaldo do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e é apontado como potencial candidato ao Senado em 2026.
Adriane Cerini, presidente do PL Mulher no Rio Grande do Sul, também reforça essa aproximação internacional. Ela acompanhou Cherini em eventos diplomáticos nos EUA, fortalecendo os laços do partido com a direita conservadora americana.
O movimento não se limita ao Rio Grande do Sul. No plano nacional, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem sido um dos principais articuladores desse alinhamento com a extrema-direita dos EUA, apoiando publicamente as ações norte-americanas contra o Irã.
Internamente, o PL no Rio Grande do Sul enfrenta desafios, com disputas por espaços e candidaturas. Apesar disso, a ala alinhada com o bolsonarismo segue fortalecida, priorizando a defesa de pautas conservadoras e uma política externa totalmente pró-EUA.
O apoio declarado às ações militares dos Estados Unidos contra o Irã demonstra não apenas um posicionamento diplomático, mas também um reflexo da estratégia política do partido, que mira nas eleições de 2026 e na consolidação de sua base ideológica no país.

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