Oi, orgásticas!
Quero te fazer uma pergunta. Você já sentiu como, nos dias de hoje, é difícil construir relacionamentos? Ou só eu que percebo isso? Entramos em aplicativos, saimos deles e parece que as pessoas estão correndo demais, as conexões estão rasas, e, quando tentamos aprofundar, a gente percebe que, muitas vezes, falta disposição do outro lado. Então, realmente, as pessoas querem de fato se relacionar?
As relações estão líquidas, rasas e escorrem pelos dedos. Tem muita oferta, mas pouca profundidade. É como se estivéssemos sempre zapeando – seja nos aplicativos, nas redes ou até na vida real – sem parar para olhar alguém de verdade, sentir seus valores, se inspirar, se aprofundar no outro. É tipo, nao gostei do nariz, próximo, não gostei que fala pouco, não gostei que gesticula horrores, próximo, e sabe o que é mais desafiador? Que construir algo sólido leva tempo. Precisa de cuidado, entrega e paciência.
Mas, e quando não dá certo? Quando algo termina? Mesmo que esse relacionamento tenha sido curto, talvez a carência do outro tenha sido gigantesca e se jogou de cabeca numa piscina muito rasa, quebrou a cara e o coração, dupla fratura exposta, e aí que o tempo assume outro papel. Curar o que ficou é um processo que também leva tempo, e, nesse tempo, a gente precisa parar, se observar, olhar para dentro. Porque é lá dentro, no fundo, que a gente encontra força para recomeçar.
E curar não é só esperar o tempo passar; é se permitir sentir, se conhecer mais, acessar aquele cantinho onde mora a esperança de viver algo novo e melhor, mais sadio. É lembrar que, mesmo com todas as dificuldades, vale a pena acreditar no amor – no amor próprio, primeiro, e depois no amor por alguém que também esteja disposto a construir, junto com você, algo mais profundo.
E sabe o que é mais lindo? Quando você se cuida, olha pra você, sem medo, sem pressa e nem pressão, quando dá tempo ao tempo e olha para dentro, você se transforma. E essa transformação atrai novas histórias, novos encontros, novos amores. Porque quem se conhece de verdade não tem medo de tentar outra vez, de investir em novas conexões e de viver – sim, viver de novo – um grande amor, com menos possibilidade de quebrar a cara, a gente vai mais esperta, já se conhece e não perde tempo com esmola, migalha e pessoas que fazem com que a gente só fique girando em volta do próprio rabo.
Então, se hoje você sente que algo terminou, que está difícil ou que nada parece fazer sentido, respira fundo. Dá tempo para o tempo e para você mesma. Cure, observe, aprenda. Porque o tempo leva o que não é mais para ficar, mas também traz o que é para ser. Só não perca a fé – no amor, na vida e em você.
Até a semana que vem, orgástica querida.
Beijos, Lari.

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